A Cosan informou que pretende reduzir o endividamento de sua holding por meio da venda de participações em seu portfólio de negócios. A empresa, no entanto, não divulgou quais ativos específicos podem ser colocados à venda.
O anúncio foi feito nesta terça-feira, conforme relatado por fontes do mercado. A medida é vista como uma ação para conter os efeitos de uma crise específica que atinge a estrutura da holding.
A empresa é controladora de um amplo leque de negócios em setores como combustíveis, logística e açúcar e álcool. A venda de partes dessas operações seria uma forma de levantar recursos de forma rápida.
O presidente da Cosan, Luiz Henrique de Oliveira Martins, tem defendido publicamente a busca por eficiência operacional e financeira. A foto que o acompanha em reportagens recentes é de Gabriel Reis/Valor.
A decisão ocorre em um momento de avaliação de estratégias por parte de grandes conglomerados. O foco na redução da dívida tem sido uma preocupação comum diante de um cenário econômico mais desafiador.
Analistas aguardam mais detalhes sobre o plano, que deve ser detalhado pela empresa nos próximos comunicados aos investidores ou em eventuais reuniões. O mercado monitora qual parte do vasto portfólio será considerada não essencial.
Em outro assunto relacionado ao planejamento estratégico de grandes empresas, a montadora Renault também anunciou novos objetivos. A fabricante francesa traçou um plano para expandir suas vendas fora do continente europeu em mais de 60%.
Essa expansão é parte de uma estratégia global para aumentar sua participação em mercados considerados em crescimento. A empresa busca diversificar sua base de receita e reduzir a dependência de uma única região.
Assim como no caso da Cosan, a movimentação da Renault reflete um ajuste na alocação de recursos e foco em prioridades para os próximos anos. Ambas as notícias foram divulgadas na mesma edição do jornal Valor Econômico.
