A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registrou um prejuízo líquido de R$ 721,2 milhões no quarto trimestre de 2025. Esse valor representa uma ampliação de mais de oito vezes em comparação com o prejuízo de R$ 84,9 milhões apurado no mesmo período de 2024.
Considerando o ano inteiro de 2025, o prejuízo líquido acumulado foi de R$ 1,50 bilhão. Em relação ao prejuízo de R$ 1,53 bilhão de 2024, houve uma leve queda de 2%.
De acordo com a empresa, o resultado negativo do trimestre foi influenciado pelo impacto da ociosidade operacional e perdas de estoques. Esses problemas estão relacionados à parada de um alto-forno durante o período.
Quanto ao desempenho anual, a estabilidade no prejuízo, frente ao ano anterior, reflete uma melhora operacional nos segmentos de mineração e logística. No entanto, essa melhora foi compensada pelos efeitos não recorrentes mencionados.
Os dados foram divulgados na noite de quarta-feira (11). A receita líquida no último trimestre de 2025 ficou em R$ 11,4 bilhões, um recuo de 5,2% ante os R$ 12,0 bilhões do quarto trimestre de 2024.
No acumulado de todo o ano de 2025, a receita líquida totalizou R$ 44,7 bilhões. Esse valor representa uma alta de 2,5% se comparado aos R$ 43,6 bilhões de 2024.
O indicador Ebitda (Resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 1,52 bilhão no quarto trimestre. Isso significa uma queda de 32,5% em relação ao Ebitda de R$ 2,2 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior.
Para o ano completo de 2025, o Ebitda da CSN alcançou R$ 8,7 bilhões. O resultado mostra um avanço de 10,4% sobre os R$ 7,9 bilhões apurados em 2024.
Em outra notícia do setor, a Brava Energia reportou prejuízo de R$ 588 milhões no quarto trimestre, uma queda de 43% na comparação anual. A informação foi divulgada pela mesma fonte, o portal Valor Econômico.
