A Colômbia chega à Copa do Mundo de 2026 depositando suas esperanças em Luis Díaz. O atacante do Bayern de Munique, de 29 anos, fará sua estreia em Mundiais e é o principal nome da equipe comandada pelo técnico Néstor Lorenzo. O país retorna ao torneio após não se classificar para a edição de 2022, no Catar.
Nas redes sociais, Díaz disse que dará tudo pela camisa, pelo país e pelos colombianos que compartilham o sonho da Copa. A seleção colombiana tem ajustado sua forma de jogar para aproveitar o impacto do ex-atacante de Liverpool e Porto. Essa mudança acontece em meio à queda de influência de James Rodríguez, destaque da Copa de 2014 no Brasil.
Na primeira temporada no Bayern de Munique, Díaz conquistou três títulos: Bundesliga, Copa da Alemanha e Supercopa da Alemanha. No time alemão, ele atua em um sistema com apoio ofensivo constante. Na seleção, porém, esse ambiente nem sempre se repete, e o jogador precisa se adaptar a cada partida.
James, hoje com 34 anos, foi peça central nas campanhas de 2014 e 2018. Na Copa do Brasil, a Colômbia chegou às quartas de final. Na Rússia, parou nas oitavas. Oito anos depois da última participação colombiana, a presença do ex-meia do Real Madrid é mais irregular, por falta de ritmo de jogo e lesões.
Desafio tático de Lorenzo
O técnico Néstor Lorenzo enfrenta o desafio de usar o talento de Díaz sem depender apenas dele. Em amistosos realizados em março, nos Estados Unidos, a Colômbia perdeu para a Croácia por 2 a 1 e para a França por 3 a 1. Lorenzo disse que as partidas deixaram “muitas lições” e que a equipe fará um grande Mundial com o talento de Díaz.
O ex-jogador Carlos “La Roca” Sánchez, que esteve nas Copas de 2014 e 2018, pediu que não se coloque peso extra sobre Díaz. Segundo ele, o atacante dará o máximo naturalmente e não deve ser sobrecarregado.
A cicatriz de 1994
O retorno da Colômbia a uma Copa nos Estados Unidos reabre a memória do Mundial de 1994. Na ocasião, a seleção chegou como candidata ao título após golear a Argentina por 5 a 0 nas Eliminatórias, mas foi eliminada na fase de grupos. O torneio ficou marcado pelo assassinato do jogador Andrés Escobar após a eliminação.
Trinta anos depois, a Colômbia volta à América do Norte em situação diferente. Não é favorita, mas é respeitada e competitiva. A esperança do país está em Luis Díaz.
