20/05/2026
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Reforma tributária: empresas se adaptam, mas desafios persistem

Os quatro primeiros meses de adaptação à reforma tributária mostram que as empresas passaram da fase de apenas monitorar regras para focar em uma atuação mais prática. No entanto, ainda há desafios a serem superados.

Nem todos os contribuintes estão conseguindo cumprir as exigências de destaque de informação dos novos tributos nas notas fiscais. Além disso, alguns municípios estão atrasados na disponibilização dos documentos no novo formato.

Em entrevista ao blog, Luciano Idésio, vice-presidente Latam para o segmento corporativo da Thomson Reuters, e Edinilson Apolinário, diretor de tributos e conteúdo e líder de reforma tributária da Thomson Reuters, falaram sobre a adaptação das empresas e os desafios da reforma.

Adaptação das empresas

Segundo Luciano Idésio, a entrada dos documentos eletrônicos, em janeiro e fevereiro, foi um período de adaptação. “Conseguimos passar pela fase de adaptação com muita proximidade com as empresas, para entender onde estavam os principais desafios”, disse. Ele citou os layouts dos documentos municipais, a NFS-e, como um ponto de atenção.

Edinilson Apolinário destacou que as empresas tiveram muitas dúvidas, mas foram bem na parte de documentos fiscais de mercadorias. “Os municípios estão tendo desafios. Muitos deles não definiram se vão para o modelo nacional ou se vão adotar o local”, afirmou. Ele considerou positivo que muitos municípios deixaram a versão antiga e a nova funcionando, o que evitou travamento de emissão.

Novos módulos

Idésio explicou que a reforma criou a necessidade de um módulo de conciliação. “Essa plataforma de conciliação trabalha no nível do documento fiscal, ou seja, eu posso fazer a auditoria do próprio documento”, disse. Segundo ele, isso evita erros e facilita o trabalho do gestor fiscal e de auditorias futuras.

Edinilson Apolinário acrescentou que tudo acontece agora em tempo real. “Não basta receber uma pré-apuração, preciso criticá-la. Para isso, preciso olhar as minhas transações no ERP, nos sistemas internos, para saber se vou aceitar ou não aquela informação que o fisco traz”, afirmou.

Sistemas federal e estadual

Sobre o sistema federal da CBS e o sistema separado do IBS, Edinilson disse que o piloto da Receita Federal começou em julho do ano passado. “Preparamos a solução para receber as informações ainda que sejam de sistemas diferentes”, afirmou. A expectativa é que não haja diferença estrutural.

Momento das empresas

Edinilson Apolinário destacou que as empresas já mudaram de patamar. “Saiu aquele pensamento de monitorar regra. As legislações estão postas”, disse. Ele afirmou que as empresas estão olhando para soluções fiscais para navegar no novo modelo de apuração em tempo real. O segundo ponto, segundo ele, é um olhar estratégico, avaliando impacto em pricing e contratos, já que os contratos que vencem agora precisam ser renovados com o novo modelo.

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Sobre o autor: sofia@almeida

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