A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou nesta sexta-feira que, a partir de agora, apenas atletas do sexo biológico feminino poderão disputar a categoria feminina. A decisão foi tomada após a entidade adotar os critérios da Política de Proteção da Categoria Feminina do Comitê Olímpico Internacional (COI), publicada em março deste ano.
A verificação do sexo biológico será feita por meio de testagem e triagem do gene SRY. A regra prevê ressalvas apenas para condições excepcionais descritas na política da entidade. A medida foi aprovada em setembro de 2025, incorporada pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e já aplicada neste ano na Liga das Nações.
O presidente da CBV, Radamés Lattari, explicou a mudança. “Com a mudança dos parâmetros internacionais e da responsabilidade institucional, a CBV buscou manter o alinhamento entre as regras que regem as competições nacionais com as hoje vigentes para as competições internacionais. A decisão da CBV se adequa ao COI e deixa nossos campeonatos equiparados com as competições internacionais”, disse.
A nova política já entra em vigor na Superliga A e B, referente à temporada 2026/2027. Também será aplicada na Supercopa de 2026, na Copa Brasil de 2027, no Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia de 2027 (adulto), no CBVP Challenger de 2027 e nas edições seguintes dessas competições.
O médico João Olyntho, presidente do Conselho de Saúde do Voleibol, destacou como será o processo. “A CBV se alinhou aos posicionamentos do COI e da FIVB quanto à necessidade das jogadoras realizarem o processo de triagem do gene SRY para a elegibilidade da categoria feminina. A coleta de material é feita de forma pouco intrusiva e altamente precisa”, afirmou.
