Após a eliminação da Coreia do Sul na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, o ex-técnico Hong Myung-bo revelou ter recebido ameaças de morte. O treinador pediu demissão do cargo, mas o caso ganhou novos desdobramentos nesta semana.
A polícia sul-coreana reforçou o esquema de segurança na chegada da delegação ao Aeroporto Internacional de Incheon, que ocorreu na madrugada desta terça-feira (horário local). A principal ameaça partiu de um usuário que alegou ser americano e afirmou que iria até o aeroporto com a intenção de matar o treinador.
As ameaças já circulavam nas redes sociais antes mesmo do pedido de demissão. Após a confirmação da eliminação, no último sábado, as críticas e mensagens direcionadas a Hong Myung-bo se intensificaram. Uma equipe especial de segurança foi mobilizada para garantir a chegada da delegação, e o trajeto do grupo foi isolado dos demais passageiros para evitar tumultos.
A Associação de Futebol da Coreia do Sul decidiu separar o ex-treinador e outros oito jogadores do restante da delegação ainda no embarque de retorno ao país, para reduzir a exposição.
As críticas ao ex-treinador ganharam um novo capítulo no domingo. O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-Myung, atribuiu o fracasso na Copa do Mundo a falhas de organização da equipe e classificou Hong Myung-bo como “incompetente”.
A repercussão também se refletiu na cobertura da mídia e na reação popular. A emissora pública KBS passou a borrar o rosto do treinador em imagens exibidas na televisão, enquanto bares e restaurantes espalharam cartazes proibindo sua entrada.
Além da investigação para identificar o autor das ameaças feitas nas redes sociais, a polícia sul-coreana apura o processo de contratação de Hong à frente da seleção. Segundo veículos locais, há pelo menos oito denúncias que apontam possíveis irregularidades em sua nomeação.
