Paolo Maldini e Leonardo renunciaram aos cargos que ocupavam na Federação Italiana de Futebol (FIGC). A saída acontece apenas 16 dias após ambos terem sido anunciados para integrar a reestruturação da seleção nacional.
Maldini ocupava o posto de diretor técnico da entidade. Leonardo, campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1994, atuava como consultor. A informação foi divulgada pela Sky Sports.
O pedido de desligamento ocorre um dia após a federação descartar a contratação de Andrea Pirlo para o comando da Azzurra. O ex-meio-campista foi vetado por causa de seus vínculos comerciais com uma casa de apostas russa.
Maldini e Leonardo haviam sido contratados para liderar uma reformulação na seleção italiana, que ficou fora da Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva. Pirlo, ex-companheiro de Maldini na campanha do título mundial de 2006, era o principal nome defendido pela dupla para o cargo.
Mesmo com o impasse, a FIGC tenta reverter a decisão e convencer Maldini e Leonardo a permanecerem em seus cargos.
Atualmente técnico do United FC, dos Emirados Árabes Unidos, Pirlo usou as redes sociais para rebater as críticas. O italiano afirmou que sempre atuou dentro da lei nos países em que trabalhou e negou motivação política por trás do contrato de patrocínio.
Guardiola e Ancelotti também recusaram o convite
Antes de Pirlo surgir como principal candidato, a FIGC consultou outros dois treinadores de peso. Pep Guardiola chegou a se reunir com Maldini e Leonardo para discutir o projeto de reconstrução da seleção italiana. Apesar do interesse da entidade, que estava disposta a abrir uma exceção orçamentária para contratá-lo, o espanhol recusou o convite por motivos familiares.
A federação também procurou Carlo Ancelotti, atual técnico da Seleção Brasileira. No entanto, o italiano permaneceu no cargo por estar vinculado à CBF.
