O técnico da seleção de Gana, o português Carlos Queiroz, criticou o formato da Copa do Mundo de 2026, após a derrota de sua equipe para a Croácia por 2 a 1 neste sábado (27), pela terceira e última rodada do Grupo L.
“Acredito que, com este número de seleções, o Mundial perde muito valor e importância”, afirmou Queiroz. “São tantas equipes se classificando que aquele aspecto de exclusividade acaba se perdendo”, acrescentou o português.
“Até mesmo as eliminatórias da Europa e da África começam a perder sentido e significado, porque são vagas demais”, continuou o treinador, que disputa sua sexta Copa do Mundo, depois das participações em 2002, 2010, 2014, 2018 e 2022.
“Hoje em dia, o que manda é o dinheiro. Não se trata mais de futebol, mas de ‘dinheirobol’. Eu prefiro ver a Copa como um evento excepcional e importante, para o qual é preciso lutar para conseguir uma vaga”.
A edição de 2026 do Mundial é um evento de enorme magnitude, que conta com a expansão de 32 para 48 seleções e a realização de 104 partidas distribuídas entre três países-sede: Estados Unidos, Canadá e México. A Fifa introduziu uma fase adicional: os 16-avos de final. A entidade máxima do futebol projeta receitas superiores a US$ 11 bilhões (R$ 56,8 bilhões na cotação atual) para esta Copa do Mundo.
Em outras notícias, a seleção brasileira feminina de futebol venceu a Alemanha por 2 a 0 em amistoso disputado na última quinta-feira (25). Os gols foram marcados por Marta e Bia Zaneratto. A partida foi realizada no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, e serviu como preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027. O Brasil dominou o jogo desde o início, com Marta abrindo o placar aos 20 minutos do primeiro tempo. Bia Zaneratto ampliou aos 35 minutos da etapa final, garantindo a vitória da equipe comandada pela técnica Pia Sundhage.
