A Copa do Mundo de 2026, que pela primeira vez conta com 48 seleções, já registrou um recorde de times africanos na fase eliminatória. Das 10 equipes do continente que se classificaram para o Mundial, nove avançaram para os 16 avos de final. A única exceção foi a Tunísia, que perdeu todas as partidas da fase de grupos e terminou na última posição do Grupo F.
As seleções classificadas são: Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Egito, Gana, Marrocos, RD Congo, Senegal e África do Sul. A maioria dessas equipes avançou como segunda colocada de seus grupos. Apenas Argélia, RD Congo, Gana e Senegal garantiram vaga entre os oito melhores terceiros colocados.
A maior surpresa da competição até o momento é Cabo Verde. A seleção somou três empates e eliminou o bicampeão mundial Uruguai. Agora, o time enfrentará a Argentina, uma das favoritas ao título, liderada por Lionel Messi, que é o artilheiro da Copa com seis gols.
Outra equipe que chama a atenção é a Costa do Marfim, que chega pela primeira vez ao mata-mata do torneio. Caso avance diante da Noruega e o Brasil elimine o Japão, pode ocorrer um duelo entre africanos e sul-americanos, algo que não acontece desde 2010, quando o Uruguai eliminou Gana nas quartas de final.
Conexões fora de campo marcam Inglaterra x RD Congo e Holanda x Marrocos
O confronto entre RD Congo e Inglaterra carrega uma relação especial fora de campo. Jogadores como Wan-Bissaka e Tshibola nasceram em território inglês, enquanto Tuanzebe foi criado e formado no país. Além deles, Kakuta passou pela base do Chelsea, e outros atletas, como Masuaku, Wissa e Edo Kayembe, construíram carreira no futebol inglês.
Essa situação se repete no duelo entre Holanda e Marrocos. Mazraoui, Salah-Eddine e Amrabat nasceram e foram formados na Holanda. O grupo ainda conta com Saibari, que atua no PSV.
Os outros confrontos com seleções africanas nos 16 avos de final são: Austrália x Egito, Colômbia x Gana, Suíça x Argélia, Bélgica x Senegal e África do Sul x Canadá.
