05/08/2026
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Brazil World Cup host cities demand millions promised by FIFA

Brazil World Cup host cities demand millions promised by FIFA

Várias cidades americanas que receberam jogos da Copa do Mundo de 2026 estão cobrando milhões de dólares que afirmam ter sido prometidos pela Fifa, conforme divulgou o The Athletic nesta terça-feira.

Quatro executivos de cidades-sede do Mundial, que falaram à imprensa sob condição de anonimato, disseram que representantes da entidade informaram que cada localidade receberia US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhões na cotação atual) em fundos de “legado”. O valor seria destinado à construção de infraestrutura voltada ao futebol e ao apoio a projetos sociais.

De acordo com o The Athletic, autoridades dessas cidades fizeram os pedidos de pagamento depois que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciou contribuições semelhantes para as cidades-sede da Copa do Mundo de Clubes de 2025, realizada nos Estados Unidos.

Os quatro executivos dos comitês organizadores, que pediram para não serem identificados para preservar suas relações, afirmaram que a cúpula da Fifa garantiu repetidamente que as cidades receberiam a mesma contribuição de US$ 1 milhão para projetos de legado. A organização, no entanto, nunca fez um anúncio público oficial sobre esse compromisso.

Segundo os relatos, a promessa foi feita verbalmente por dirigentes do alto escalão da Fifa e reforçada em diversas reuniões. Até agora, os recursos não foram liberados, e várias cidades estão cobrando atualizações da equipe da entidade sobre os pagamentos.

Procurada pela AFP, a Fifa não quis comentar o assunto.

As cidades americanas que sediaram jogos do torneio foram Seattle, San Francisco, Los Angeles, Dallas, Kansas City, Atlanta, Filadélfia, Miami, Boston e Nova York/Nova Jersey. A Copa foi organizada em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México.

O torneio, disputado ao longo de 39 dias e ampliado pela primeira vez para 48 seleções, ajudou a Fifa a alcançar receita recorde de US$ 15 bilhões (R$ 76,5 bilhões) no ciclo financeiro 2023-2026.

A situação representa mais um revés para Infantino, que enfrenta críticas da Uefa, de outras confederações e de setores internos da própria Fifa por sua proposta de abrir a Copa do Mundo a investimentos privados, ideia que já foi retirada.

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Sobre o autor: sofia@almeida

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