Neymar voltou a comentar a polêmica envolvendo uma cobrança feita ao elenco do Santos após o empate por 2 a 2 com a Chapecoense, pelo Campeonato Brasileiro. Depois da vitória por 4 a 2 sobre a UCV, nesta terça-feira, pela Copa Sul-Americana, o camisa 10 negou ter ofendido Gabriel Bontempo, afirmou que a conversa foi direcionada a todo o grupo e indicou que não pretende mais defender a Seleção Brasileira.
O atacante classificou como “mentira” as informações de que teria direcionado críticas ao jovem meio-campista e lamentou o vazamento de assuntos internos do vestiário. “Não aconteceu nada, se tivesse acontecido eu falaria. Inventaram uma mentira. Nesse clube saem coisas que não podem sair. Estão implantando mentiras. Nossa cobrança é com todos. Bontempo é meu filho. Pós-jogo estava comigo. É loucura. Infelizmente, algumas pessoas têm o poder de ter o microfone na mão, o notebook para fazer a notícia e estão fazendo da maneira errada”, disse em zona mista.
Na sequência, Neymar confirmou que houve uma conversa firme depois do empate diante da Chapecoense, mas ressaltou que a cobrança foi coletiva e fez parte de seu papel como uma das lideranças do elenco. “É triste e chato, mas a culpa não é minha. Alcançam muitas pessoas. Eu falei no final do jogo, cobrei, disse que não poderia dar esse mole. Não pode ceder o empate, com todo respeito à Chapecoense. Foi isso que eu falei. Falei que ano que vem teríamos revanche contra eles, se é que me entendem. Como capitão, eu tenho direito a falar isso. Lucas Veríssimo e Gabigol também falaram”, afirmou.
Nos últimos dias, a repercussão ganhou força após relatos de que o camisa 10 teria feito cobranças acima do tom direcionadas a Gabriel Bontempo e João Ananias. Neymar, porém, negou qualquer tratamento individual aos companheiros e reforçou que a conversa envolveu todo o elenco.
Neymar indica fim de ciclo na Seleção
Além de comentar o ambiente no Santos, Neymar também falou sobre seu futuro com a camisa da Seleção Brasileira. O atacante afirmou que considera encerrado seu ciclo após a eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. “Meu momento na Seleção já foi. Fiz história ali e sou muito feliz. Vivi muitas coisas. Dei meu sangue e minha vida, sempre lutei pela Amarelinha, mas acho que não quero mais.”
Caso mantenha a decisão, Neymar encerra uma trajetória iniciada em 2010 pela Seleção principal. Ao longo de mais de uma década, tornou-se o maior artilheiro da história da equipe com 80 gols e 59 assistências, em 139 jogos. O astro disputou três Copas do Mundo como protagonista e conquistou a Copa das Confederações, em 2013, e medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.
