07/07/2026
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Crítica de Ebert errou sobre apelo de Thor

Em sua crítica ao filme “Thor” (2011), o renomado crítico Roger Ebert afirmou que o personagem Loki, interpretado por Tom Hiddleston, era “tristemente carente de carisma”. Ebert deu ao longa apenas 1,5 de 4 estrelas e descreveu o vilão como alguém que já chegava com uma placa dizendo “Oi! Não confie em mim!”. O crítico ainda questionou se alguém se lembraria de Loki seis minutos após o filme terminar.

O tempo mostrou que Ebert estava errado. Loki se tornou um dos personagens mais populares do Universo Cinematográfico Marvel (UCM). Diferente de outros vilões de filmes de super-herói, que costumam morrer ou desaparecer, Loki voltou diversas vezes. Hiddleston se tornou um símbolo sexual e, em 2021, ganhou sua própria série de TV no Disney+.

O filme “Thor” apresentou Loki como um vilão simpático. Nos quadrinhos, ele sempre foi um trapaceiro que sentia apenas desprezo pelo irmão. No cinema, o personagem foi transformado em alguém triste e carente de afeto. Hiddleston interpreta um Loki que ama sua família, especialmente o pai Odin (Anthony Hopkins). Ele quer o trono de Asgard não por poder, mas por se sentir ignorado em favor do irmão mais velho. Depois descobre que nem é um asgardiano de verdade, mas sim um gigante de gelo abandonado para morrer.

Para Loki, a suposta preferência de Odin por Thor faz sentido com essa revelação. Mesmo assim, ele não trai a família: tenta destruir Jotunheim para provar que é um verdadeiro asgardiano. Comparado ao arco mais simples de Thor, que aprende humildade, a queda trágica de Loki é mais interessante.

Em 2012, em “Os Vingadores”, Loki assumiu seu lado supervilão. Hiddleston mostrou que sabe interpretar tanto a melancolia quanto a megalomania. O público adorou tanto o novo Loki que o filme seguinte, “Thor: O Mundo Sombrio” (2013), foi reescrito para dar mais tempo de tela ao personagem. A crítica de Ebert para “Os Vingadores” não menciona Hiddleston ou Loki fora do resumo da trama. Quinze anos depois, a legião de fãs de Loki continua forte.

Nota: Esta não é a primeira vez que Ebert e seu parceiro de críticas, Gene Siskel, erram ao avaliar um personagem de filme de super-herói. Eles fizeram um segmento sobre “Batman: Máscara do Fantasma” (1993) e criticaram a voz de Mark Hamill como o Coringa. Siskel comparou negativamente a atuação de Hamill com as versões de Jack Nicholson e Cesar Romero, uma opinião considerada um erro pelos fãs.

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Sobre o autor: sofia@almeida

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