11/08/2026
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Brazil Coroner: Maradona’s Warning Signs Were Ignored

Brazil Coroner: Maradona’s Warning Signs Were Ignored

O médico legista Carlos Cassinelli afirmou em audiência nesta terça-feira que Diego Maradona apresentou “sinais de alerta” que foram ignorados durante o tratamento domiciliar antes de sua morte, em 2020. O depoimento faz parte do julgamento que apura as circunstâncias do falecimento do ídolo argentino.

“Havia sinais de alerta: edema nos membros inferiores, edema nos dedos, ronco, falta de ar e sinais de hipertensão e taquicardia”, declarou Cassinelli, que integrou uma junta médica interdisciplinar formada em 2021 a pedido da promotoria. O grupo, com mais de 20 especialistas, analisou prontuários, estudos médicos, depoimentos e mensagens dos autos para reconstruir o estado de saúde de Maradona.

O legista disse que “ninguém foi verificar aquele inchaço” apresentado pelo ex-jogador, apesar do risco à vida. “O desfecho final foi a morte. Acreditamos que esses sinais de alerta não foram devidamente considerados pelos médicos, pois a conduta deles não mudou”, afirmou. Segundo ele, o mínimo seria uma visita presencial para avaliar os sintomas, consultar um cardiologista ou encaminhar Maradona a uma unidade de saúde. Cassinelli também questionou a adoção do atendimento domiciliar.

Maradona morreu aos 60 anos, em 25 de novembro de 2020, vítima de parada cardiorrespiratória e edema pulmonar, enquanto se recuperava de uma cirurgia no cérebro. O especialista afirmou que o quadro era estável logo após a operação, realizada em 3 de novembro, mas piorou nos dias seguintes. “A deterioração foi progressiva. Desde a alta até seu falecimento. Pelo menos uns dez dias antes. Poderia ter sido alertado”, disse.

Cassinelli também declarou que Maradona passou por um período de agonia de cerca de 12 horas antes de morrer, conforme as conclusões da junta médica. Ele ainda criticou a coordenação do tratamento: “Não havia um médico que assumisse a responsabilidade por toda a evolução do tratamento do paciente”.

Sete profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros e um psicólogo, são réus por homicídio com dolo eventual, o que indica que deveriam saber que suas ações ou omissões poderiam causar a morte de Maradona. Todos negam as acusações. Uma oitava acusada, uma enfermeira, será julgada em processo separado.

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Sobre o autor: sofia@almeida

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