A polonesa Maja Chwalinska, número 114 do ranking mundial e vinda do qualifying, garantiu nesta quinta-feira (4) uma vaga na final de Roland Garros. Ela venceu a russa Diana Shnaider (23ª) por 7-6 (7/4) e 6-4, em uma partida que durou 2 horas e 10 minutos.
Na decisão, no sábado, a tenista de 24 anos enfrentará outra russa: a jovem Mirra Andreeva (8ª do ranking), de 19 anos. Andreeva passou sem grandes dificuldades pela ucraniana Marta Kostyuk (15ª) na outra semifinal.
Na Era Open, apenas a britânica Emma Raducanu havia conseguido chegar à final de um Grand Slam saindo das rodadas classificatórias. Raducanu fez isso no US Open de 2021, torneio no qual acabou conquistando o título.
Antes desta quinzena em Paris, ninguém apostava em Chwalinska. Seu melhor resultado no circuito principal havia sido chegar às quartas de final do torneio WTA 250 em Cluj-Napoca, em fevereiro. No início de maio, ela ainda competia em um evento menor em Saint-Gaudens, na França, enquanto as principais jogadoras disputavam o WTA 1000 em Roma.
Em quadra, a campanha em Roland Garros tem sido um conto de fadas para a polonesa. Ela eliminou, entre outras, a campeã olímpica chinesa Zheng Qinwen, a belga Elise Mertens e a russa Anna Kalinskaya.
Sua adversária na semifinal, Shnaider, havia protagonizado uma grande zebra na quarta-feira, nas quartas de final, ao derrotar a número 1 do mundo, a bielorrussa Aryna Sabalenka.
Apesar de não ser a favorita, Chwalinska mostrou capacidade de adaptação, grande mobilidade e qualidade defensiva. O primeiro set foi extenuante, com 1 hora e 17 minutos de duração, e a polonesa venceu no tie-break. Essa parcial durou um minuto a mais do que a partida inteira vencida mais cedo por Andreeva contra Kostyuk.
A intensidade se manteve no segundo set. Quando vencia por 4 a 3, Shnaider pediu a presença de um fisioterapeuta, que a atendeu em quadra. A partir daí, o jogo mudou, e a polonesa venceu os três games seguintes para fechar a vitória.
