08/07/2026
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Brazil’s Lucas Di Grassi leaves Formula E with ‘mission accomplished’

Brazil’s Lucas Di Grassi leaves Formula E with ‘mission accomplished’

Nos últimos meses de sua trajetória como piloto profissional, Lucas Di Grassi já começou a planejar o próximo capítulo de sua carreira. Campeão mundial da Fórmula E em 2017 e um dos nomes mais importantes da história da categoria, o brasileiro de 41 anos pretende trocar o cockpit por funções de liderança e gestão dentro do automobilismo.

A despedida da Fórmula E ocorrerá ao fim da atual temporada, no dia 16 de agosto, na segunda corrida da etapa do E-Prix de Londres. Embora o anúncio oficial de sua aposentadoria tenha sido feito em abril deste ano, Di Grassi afirmou que continuará ligado ao esporte e à própria categoria elétrica nos próximos anos, com a possibilidade de assumir cargos de chefia ou gestão dentro de equipes e projetos ligados ao automobilismo.

Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira, o brasileiro explicou que tomou essa decisão porque acredita que, neste momento, pode contribuir mais para o crescimento da Fórmula E fora do carro do que dentro dele. “Eu não estou me aposentando do automobilismo. Vou continuar correndo no endurance, mas não vou mais ser um piloto profissional em tempo integral. A Fórmula E exige 100% de dedicação e eu sinto que posso agregar mais valor em outras funções”, disse.

O momento marca o encerramento de uma trajetória iniciada ainda antes da estreia da categoria. Di Grassi foi o primeiro piloto a apostar no projeto da Fórmula E, participou do desenvolvimento do carro da primeira geração, a GEN1, e venceu a corrida inaugural da história do campeonato, em Pequim, em 2014. Desde então, acumulou 161 corridas, 14 vitórias, 42 pódios e um título mundial, conquistado na temporada 2016/17.

Di Grassi recebeu o convite para ingressar na Fórmula E quando a categoria ainda era apenas um projeto. Com o apoio de Alejandro Agag e da FIA, além da convicção de que o futuro do automobilismo passaria pelos carros elétricos, ele decidiu apostar na ideia. “Foi uma aposta no escuro. Ninguém sabia onde a Fórmula E chegaria, mas eu confiava no Alejandro e no projeto que estava sendo construído com apoio da FIA. Eu acreditava que o caminho natural da indústria era o elétrico e que o futuro passaria por isso”, afirmou.

Passados mais de dez anos, Lucas afirma que a aposta se transformou em realidade. “Hoje está muito mais claro que o futuro é elétrico, não apenas no automobilismo, mas também no dia a dia das pessoas. Antes era uma aposta. Hoje é uma realidade.” O paulista reconhece que a Fórmula E ainda enfrenta resistência de parte dos fãs mais tradicionais. Segundo ele, o preconceito contra os carros elétricos foi um dos principais obstáculos enfrentados pela categoria desde sua criação.

Na avaliação do brasileiro, o próximo salto da categoria virá com a chegada dos carros da geração GEN4. “O que faltava para a Fórmula E era performance. E é justamente isso que a GEN4 vai trazer. Ainda existe uma distância para a Fórmula 1, mas estamos evoluindo na direção certa.” A partir da próxima temporada, os novos carros serão capazes de ultrapassar os 335 km/h e contarão com tração integral permanente.

A despedida acontece em um momento especial de sua carreira. No último fim de semana, Di Grassi venceu o E-Prix de Xangai após largar da 18ª posição, encerrando um jejum de quase quatro anos sem triunfos e garantindo a primeira vitória da história da Lola Yamaha ABT na categoria. O resultado teve um significado ainda maior por acontecer na China, o mesmo país onde conquistou a primeira vitória da história da Fórmula E, em 2014. Após escrever mais um capítulo marcante, Di Grassi volta suas atenções para o E-Prix de Tóquio, próxima rodada dupla do campeonato e penúltima etapa da temporada, marcada para os dias 25 e 26 de julho.

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Sobre o autor: sofia@almeida

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